A gestão e a transmissão de heranças empresariais ganharam novos contornos e maior exigência técnica após a consolidação de normativas recentes, como a Lei Complementar nº 227/2026, que impactam diretamente a apuração de impostos sobre transmissões. Com critérios mais rígidos impostos pelo Fisco na avaliação de quotas e participações societárias, o uso de métodos empíricos ou arbitrários de avaliação de empresas tornou-se um risco elevado para as famílias.
Nesse cenário, o valuation técnico passou a ser uma ferramenta indispensável dentro do planejamento sucessório e patrimonial. Avaliar cientificamente o valor real de mercado de uma holding ou empresa operacional garante que o cálculo do ITCMD seja feito com precisão, evitando tanto o pagamento excessivo de tributos quanto subavaliações que motivem autuações fiscais e multas severas.
A profissionalização da sucessão exige que o inventário ou a doação em vida venham respaldados por laudos técnicos robustos e auditáveis. Essa cautela protege o patrimônio contra litígios com os fiscos estaduais e traz previsibilidade financeira para os herdeiros no momento mais sensível da transição de comando. (Fonte: Revista Empreende)